Brasileiro passa 3 vezes mais tempo na web que vendo TV
01 de abril de 2009 | Publicado em Mercado | 2 Comentários

Pesquisa da Deloitte divulgada na última sexta-feira (27 de março) afirma que os brasileiros passam três vezes mais tempo por semana conectados à internet do que assistindo à TV. O estudo O Futuro da Mídia está na terceira edição, mas esta foi a primeira em que o Brasil participou da investigação, ao lado de Estados Unidos, Japão, Alemanha e Grã-Bretanha. Dos 9 mil entrevistados, 1.022 eram brasileiros.
Segundo a pesquisa, os consumidores brasileiros gastam, atualmente, 82 horas por semana utilizando diversos tipos de mídia e de entretenimento tecnológico, como o celular. Para a maioria dos consumidores, o computador superou a televisão em termos de entretenimento.
A maior parcela dos participantes (81%) apontou o computador como o meio de entretenimento mais importante em relação à TV. 58% disseram que videogames, jogos no computador e online são importantes fonte de diversão.
Metade dos entrevistados está atenta aos lançamentos tecnológicos e tenta adquirir rapidamente esses equipamentos. Além disso, 47% dos pesquisados usam o celular como dispositivo de entretenimento.
Idade
O levantamento ouviu pessoas com entre 14 e 75 anos de idade. A faixa etária de 26 a 42 anos é a mais envolvida com atividades interativas na internet, como assistir a programas de TV ou usar o computador para chamadas telefônicas.
Em todas as faixas, a atividade mais realizada na internet é a criação de conteúdos pessoais para serem acessados por outras pessoas, como sites, fotos, vídeos, músicas e blogs.
Disposto a pagar mais
Outra informação importante na pesquisa da Deloitte é que os brasileiros estão insatisfeitos com a velocidade de sua conexão. Por isso, 85% dos ouvidos afirmaram estar dispostos a pagar mais para ter conexões mais velozes. As pessoas da faixa etária acima de 43 anos são as mais dispostas a pagar mais caro por mais velocidade.
Entre todos os entrevistados, 92% possuem celular. Entre os aplicativos deste tipo de aparelho, as mensagens de texto são as mais utilizadas (92%), seguidas da câmera digital (78%), jogos (67%) e a câmera de vídeo (62%).
Imagem: Arquivo pessoal
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03 de abril de 2009 às 1:51 (próximo)
A pesquisa pecou ao não informar a classe economica dos entrevistados. Quando dizem “o brasileiro isto ou o brasileiro aquilo”, não dá pra falar de pequenos grupos.
Ao meu ver, esta pesquisa não reflete a realidade das classes desfavorecidas economicamente, ou seja, a maioria esmagadora dos brasileiros. Dão duro para pagar a assinatura básica, imagina se ousam ter um computador com banda larga.
Sinceramente, podem apresentar estatísticas e numeros como quiserem, mas na prática acho que ainda tem que melhorar muito pra ficar ruim, ou seja, está algo pior do ruim.
Agora esta de pagar mais foi de doer. Eu não pagaria um centavo a mais e penso que deveriam melhorar mesmo assim. A não ser que quando eu completar 43 anos mude de idéia.
Deloitte é uma empresa de origem estrangeira, talvez por isto não sabem nada de Brasil. Será que ninguem avisou a eles que o salário minimo aqui é menos de R$500,00?
07 de abril de 2009 às 11:53 (próximo)
Fredy,
Concordo totalmente. Não sabem que 85% do país é classe C, D e E? Embora, Fredy, essa classe C, D e E somada já represente quase metade das compras online de eletrônicos, por exemplo. Veja matéria na TI Inside.