Comércio eletrônico nas redes sociais

04 de fevereiro de 2010  |  Publicado em Mercado  |  3 Comentários

E-commerce está em transformação. Foto: Irakli, em CC

As novas plataformas de relacionamento e troca de informações estão abalando a estrutura dos negócios nas empresas, indo muito além das ações de promoção e propaganda. “O poder das pessoas reunidas em comunidades, trocando informações sobre suas vontades e expectativas, ainda vai modificar muitas coisas que conhecemos sobre as relações comerciais de hoje”, defende o professor de marketing e de arena digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Rodrigo Tafner. Ele é um defensor do s-commerce (social commerce). O termo pode ser traduzido por uma extensão do que se convencionou chamar de e-commerce, só que agora turbinado com as redes sociais.

A etapa futura do s-commerce depende de as empresas ouvirem o que os seus consumidores desejam. Elas precisam saber lidar com o manancial de informações da comunidade e integrar isso em seus processos. Detectar qual opinião ou comportamento tem chance de se tornar uma nova estratégia de negócios é outro braço do social business. “Já temos condições de evoluir no CRM social”, defende o gerente de estratégia de clientes e mercado da Deloitte, Fabio Cipriani.

No CRM social, a gestão do cliente se transforma na gestão da relação cliente-empresa; tudo é pensado como uma estratégia horizontal que leva ao lucro. Qualquer processo que envolva o cliente e tenha este objetivo final pode ser apoiado por uma rede social. “Quem trabalha com dados transacionais passará a lidar com dados conversacionais”, explica o consultor, com o apoio de um neologismo para lá de apropriado.

Inovação social

Porém, o suprassumo do s-business – a inovação aberta – ainda é pouco conhecido. São teorias que expostas primeiramente em 2003 no livro Open Innovation: The New Imperative for Creating and Profiting from Technology, (ainda não disponível no Brasil) do professor da Universidade de Berkeley, Henry Chesbrough. A ideia é simples, mas a prática é complexa. O termo opõe-se ao conhecido modelo de inovação fechada, que conta com laboratórios isolados e técnicos caros. Em substituição, seriam usados clientes, parceiros de negócio e quem mais estiver disposto a colaborar para aprimorar seus processos. “As redes sociais têm o papel importante de fazer a ponte entre a necessidade de inovação da empresa e as comunidades dispostas a colaborar”, comenta o professor de inovação da Fundação Dom Cabral, Carlos Arruda.

Já existem exemplos. O Fiat Mio foi construído com ideias enviadas por milhares de pessoas ao redor do mundo por meio de um portal. A cafeteria Starbucks mantém o site My Starbucks Idea para coletar insights sobre como suplantar a nova concorrência do McDonald’s. Há outros casos, todos devidamente apoiados por uma rede social aberta ou privada. “São grandes empresas, mas a inovação aberta é perfeita para as pequenas e médias, porque seu custo é baixíssimo”, acrescenta Arruda.

Basta um pouco de pesquisa e algumas conversas para ver que o “s” está realmente migrando para dentro do negócio. É bem provável que ele seja mais uma evolução do que uma revolução. Porém, não há como esquecer que, quando o conceito de e-business surgiu, ele também não foi compreendido na sua totalidade. Hoje, não há empresa que não tenha ao menos um processo e-alguma-coisa. E, juntando estes casos e opiniões aqui e ali, é bem provável que estejamos migrando para o s-alguma-coisa neste exato momento. Sua empresa está preparada?

Via ItWeb

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Comentários

  1. Diego Giggs Pinheiro disse:

    04 de fevereiro de 2010 às 2:08 pm (próximo)

    Pois é, concordo com tudo o que foi publicado, porém não vejo que o termo s-comnerce venha para modificar as relações comerciais somente de hoje.

    Por três anos prestei consultoria a uma marca de roupas femininas que após desistir de vender suas peças em loja física, montamos uma loja virtual em uma mídia social de grande impacto no Brasil. Construimos uma relação segura em termos de confiança e valores, acabamos que conseguimos um enorme feedback junto a produções que executávamos a cada coleção, gerando cada vez mais burburinho e visitas ao perfil. Resultado, alcançamos vendas inclusive para o exterior com países da Europa.

    Então vejo as empresas da seguinte forma, ou começa a pesquisar e criar estratégias em cima do seu público-alvo junto as mídias socias, ou continue a gastar de forma discriminada milhões em campanhas ou ações físicas que na verdade serão passageiras.

    e-mail: giggsrj@gmail.com

  2. Paulo Cassiano disse:

    15 de fevereiro de 2010 às 7:45 pm (próximo)

    tanto é verdade que o ’s’ entrou no negócio que estou desenvolvendo uma power plataforma de e-commerce, conectada às principais redes sociais, uma super solução! novidades? siga-me! ;) @pcassiano

  3. Ranieri Marinho de Souza disse:

    04 de junho de 2010 às 2:21 pm (próximo)

    Muito bom o seu artigo, bastante simples e eficaz

    Abraços,
    Ranieri Marinho de Souza
    http://blog.segr.com.br

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