As mulheres e o e-commerce

16 de março de 2010  |  Publicado em Mercado

foto: betta design em CC

Na última semana, por conta do Dia Internacional da Mulher, pipocaram dados sobre os hábitos de consumo delas – tanto online como off-line. Haja controvérsia! Enquanto o IBOPE diz que apenas 6% das brasileiras têm o hábito de comprar online, o WebShoppers, produzido pelo e-bit dá conta que as mulheres são responsáveis por 51% das compras do comércio eletrônico nacional. Para completar o cenário, o instituto DataPopular divulgou que as mulheres da classe C já representam a maioria dos consumidores nos principais canais de compra no varejo. Segundo o diretor Renato Meirelles, nas lojas de roupas, supermercados e farmácias, elas são 51% do público consumidor.

Tendências no comércio eletrônico

A mudança no perfil dos e-consumidores vai de encontro a uma tendência que deve ser observada com atenção: o mercado passa a ser caracterizado por um volume maior de compras de produtos com preços cada vez menores, se aproximando do perfil de consumo geral da população brasileira. Trata-se de um reflexo da popularização da atividade, que oferece variedade crescente de produtos e aumenta o alcance da atividade.

O que a última pesquisa do e-bit mostra é um crescimento substancial na venda de produtos das categorias beleza, saúde, moda e acessórios, que precisam ser tratadas com cuidado especial e representam uma oportunidade de negócio. É preciso saber como familiarizar o ambiente da web à sensibilidade das mulheres, não só por uma questão de negócio, mas de reconhecimento. Portanto, basear-se nos parâmetros femininos para aperfeiçoar o seu negócio é uma boa ideia. Mais críticas, exigentes e atentas aos diferenciais, as mulheres são seletivas e costumam ter um cuidado maior na hora de comprar, seja na internet ou numa loja física. Preparado para atender aos critérios delas, seu e-commerce estará pronto para tudo!

O óbvio

No estudo do IBOPE, o que salta aos olhos é a preferência do público feminino pelo comércio de rua (48%). Segundo a empres, das mulheres que adquirem mercadorias online, 10% avaliam o serviço e comentam a qualidade dos produtos, contra 13% dos homens. A forma de pagamento preferida é o dinheiro (61%), seguido pelo cartão de crédito (32%) e o cheque, com 7%.

Classe C em destaque

O estudo do Data Popular mostra que a mulher da classe C é 51% do público nas lojas de roupas, supermercados e farmácias. Nos shoppings elas são 12 compradoras para cada dez homens. Elas usam cartão de crédito e são protagonistas do desenvolvimento econômico do País. Elas trabalham fora, cuidam da família e respondem por 37% da massa de renda total – cerca de R$ 158 bilhões este ano. As jovens mulheres também têm importância fundamental no chamado protagonismo feminino. Das oito milhões de jovens entre 16 e 25 anos na classe C, cerca de 5,5 milhões estão no mercado de trabalho e dois milhões cursam ou já concluíram a faculdade.

Portanto, atenção a este público na sua loja.

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