E-commerce brasileiro cresce 30% em 2009

17 de março de 2010  |  Publicado em Mercado, Vendedores

E-commerce está em transformação. Foto: Irakli, em CC

As compras feitas pela internet no ano passado totalizaram R$ 10,6 bilhões, com alta de 30% no confronto com 2008, segundo o e-bit. Os números divulgados ontem, dia 16 de março, não consideram as vendas de veículos, passagens aéreas e leilões virtuais.

Cerca de 17,6 milhões de consumidores brasileiros já haviam feito pelo menos uma compra pela internet ao final de 2009, segundo o levantamento, com crescimento de 33%. O número representa 26% dos internautas no Brasil – ou seja, há muito espaço para crescer. Deste total, 4,4 milhões tiveram a experiência de uma compra virtual pela primeira vez no ano passado, dos quais 60% têm renda familiar até R$ 3.000.

Entre os motivos do aumento no faturamento está a entrada das Casas Bahia, em fevereiro de 2009, no mundo virtual. Com a chegada do varejista francês Carrefour ao comércio eletrônico neste mês, todas as grandes redes presentes do país agora oferecem aos clientes a possibilidade de compras na internet.

Livros, revistas e jornais lideraram as vendas do e-commerce brasileiro, com 20% dos pedidos. Em seguida vem saúde, beleza e medicamentos (13%). A redução de IPI para a linha branca, garantiu aos eletrodomésticos a terceira posição no ranking (11%), praticamente dobrando suaa participação e ultrapassando os itens de informática (9%) e eletrônicos (6%).

Entrega

No ano passado, 79% das entregas foram feitas dentro do prazo. O índice de atrasos foi maior no Nordeste, com 73%, por conta da logística estabelecida no Brasil – que tem suas grandes bases no Sudeste. Para 2010, a previsão é que o e-commerce brasileiro movimente R$ 13,6 bilhões, repetindo o ritmo de expansão de 30%.

“O consumidor está aprendendo a usar a internet a seu favor”, avalia Sérgio Herz, diretor da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. Como exemplos, ele cita a pesquisa de preço no mundo virtual para melhorar a compra em uma loja física –o que inclui consulta em smartphones em meio à negociação — e reclamações em redes sociais, como o Twitter. “É um desafio para as empresas jamais visto”, ressalta, lembrando que, dependendo do número de seguidores de quem faz a queixa, o varejista pode ter que se preocupar com o alcance da propaganda negativa.

Informações da Folha Online

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