E-commerce brasileiro cresce 40% no primeiro semestre

As vendas por meio da internet somaram R$ 6,7 bilhões nos seis primeiros meses deste ano, um crescimento de 40% em relação ao mesmo período de 2009. Para todo o ano de 2010, as vendas de bens de consumo, que excluem veículos e sites de leilão virtual, deverão totalizar R$ 14,3 bilhões, o que indica uma alta de 35% em relação a 2009, segundo projeção divulgada hoje pelo relatório WebShoppers, elaborado pela empresa de monitoramento de comércio eletrônico e-bit, com o apoio da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net). A previsão supera a estimativa de março, de faturamento de R$ 13,6 bilhões neste ano.

As compras vêm sendo puxadas pela expansão do crédito, aliada à maior confiança dos consumidores em adquirir bens na internet. O setor também cresce com a entrada de novas empresas, a consolidação de outras e a fusão de grandes grupos de varejo. A Copa do Mundo alavancou as vendas de produtos de maior valor agregado, como televisores de tela plana, enquanto o fim do prazo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incentivou a antecipação das compras de itens da linha branca, como geladeiras e lavadoras, no início do ano.

O tíquete médio das vendas na internet totalizou R$ 379 no fim de junho deste ano, ante R$ 323 no mesmo período do ano passado. As categorias de produtos mais vendidas, em números de pedidos, foram livros, assinaturas de revistas e jornais. Em seguida aparecem eletrodomésticos, produtos de saúde, beleza e medicamentos, equipamentos de informática e eletrônicos.

Para o segundo semestre de 2010, que representa pouco mais da metade das vendas anuais do e-commerce, o faturamento deve alcançar R$ 7,6 bilhões. O número de pessoas que devem realizar ao menos uma compra na internet vai encerrar 2010 em aproximadamente 23 milhões, enquanto no ano passado foram 17,6 milhões de consumidores. Há quatro anos, o número de consumidores na internet era de 6 milhões.