Experiência do usuário: fale a língua dos clientes

10 de agosto de 2010  |  Publicado em Vendedores  |  1 Comentários

Cada internauta usa seu site como quer e consegue. É por isso que, ao construir nosso e-commerce devemos considerar muitos fatores – tudo para que seja eficiente e resulte em conversão de vendas. Para que o e-commerce proporcione ótimas experiências de compra para todos os tipos de navegantes há pontos-chave (aqui ilustrados com bons e maus exemplos) que devemos considerar na arquitetura.

Menos banners, mais clareza

O uso excessivo de banners nas telas de produto polui a navegação, tira o foco e muitas vezes transmite uma sensação agressiva. Hoje em dia sites brasileiros são lotados de informações. Como todos são praticamente unânimes em utilizar esse artifício no estilo “vendedor chato querendo fechar a meta do mês”, parece que é o jeito certo e importante para a decisão de compra. Não é. Limpeza e foco nas vendas virtuais são campeãs. Podem acreditar.

Americanas.com Exemplo de poluição excessiva: Com tantos banners informando ofertas, o internauta não consegue nem ver os produtos oferecidos na primeira página do site. Resultado confuso na hora de navegar.

A dica: Coloque as informações de um jeito mais atraente dentro do fluxo da navegação, criando uma composição nos caminhos naturais das pesquisas do internauta. Outro jeito é transformar os banners, sempre que possível, em texto.

Links com cara de links

Sempre deixar claros os links, ainda que sejam de informações complementares. Nunca utilize tons de cinza, pois os usuários podem ter a impressão de estarem desabilitados e, assim, perderem alguma informação que os levaria à decisão na hora da compra.

Saraiva.com.brVeja, o link de “saiba mais” sobre previsão de entrega está em tons muito claros e sem o sublinhado padrão; dessa forma, ele pode transmitir ao internauta a sensação de informação desabilitada.

A dica: Quando o projeto visual não permitir muito destaque, procure seguir os padrões que são facilmente reconhecidos universalmente (como o sublinhado e a coloração azul).

Não tente inventar no que já é padronizado

Não tente inovar em caminhos e formatos universalmente padronizados. Lembre-se de que uma boa experiência de usabilidade resulta em rapidez em encontrar as informações e as saídas. Se tiver uma idéia bacana e muito mais eficiente do que a já utilizada, use! Caso contrário, não crie novidades que podem acabar atrapalhando o fluxo de compra de alguns tipos de internautas.

Cultura As informações de valores e formas de pagamento estão distantes do produto, o que dificulta a visualização.

A dica: Seu cliente quer rapidez e a experiência pode começar a ser frustrante quando ele demora, mesmo que segundos, para encontrar saídas ou informações.

Clareza e objetividade nos menus

Deixe muito claros em seu menu principal os produtos que seu e-commerce está oferecendo. Alguns exemplos muito bons de menus são os que permitem, de forma rápida, que o usuário tenha uma ampla noção dos produtos ofertados e até ajudem a entender alguns títulos principais que podem, de alguma forma, ter uma interpretação diferenciada para cada usuário.

Carrefour_menu

Menu expansível bem claro e com boa hierarquia

Acesso fácil para todos os níveis de usuários

Lembrar sempre que existem dois tipos de internautas: os browsers, que têm a navegação focada na busca, e os searchers, que preferem fazer explorações no site; portanto, mais uma vez é importante deixar várias formas de busca para atender a todos os tipos de usuários.

fnac

Algumas possibilidades bem claras de acesso para todos os tipos de usuários, em formatos que não comprometem nenhum tipo de pesquisa.

A dica: Deixar sempre o campo de busca fixo na navegação global do site (para os browsers) e organizar muito bem os breadcrumbs e os links de navegação interna, facilitando a exploração (searchers). Isso implica em arquitetura de informação e design que destaque essas saídas.

Ampliando espaço da tela de detalhes do Produto

Embora ainda seja algo muito novo para os e-commerces brasileiros, o uso de menus de navegação dentro das páginas de detalhes do produto é quase nulo, pois o foco principal neste momento é o processo de compra que se inicia.

Quando o usuário entra nessa página ele já está muito interessado no produto e possivelmente a um passo da compra, ou seja, na etapa final de uma sequência de telas que culminará no carrinho de compras.

Carrefour Produto

Formato de detalhes de produto sem navegação lateral.

A dica: Use o espaço do menu para ampliar a quantidade de informações interessantes sobre o produto, para deixar a imagem com mais destaque e para utilizar novos blocos de informações que orientem o cliente a ter uma compra mais tranquila e segura.

É importante ressaltar que esse formato é funcional apenas quando o menu de primeiro nível está permitindo uma visão global de todos os níveis fundamentais da navegação.

Rolagem é bacana!

Alguns mitos criados devem ser repensados na hora de arquitetar seu e-commerce. Um clássico: a rolagem extensa. Usuários usam o scroll, sim, se o conteúdo apresentado na tela for interessante e bem distribuído. Então, pense muito bem na disposição dos blocos antes de tirar a rolagem, pois a página pode perder muito em exposição comercial.

Adaptação de artigo do iMasters

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Comentários

  1. Dermeval disse:

    08 de setembro de 2010 às 21:55 (próximo)

    É interessante como simples detalhes as vezes escapam a nossa percepção e podem nos trazer muitos prejuizos.

    A questão dos links em cinza eu nunca tinha parado pra pensar e na verdade é tão óbvio.

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