O PNBL e o comércio eletrônico no Brasil

18 de março de 2011  |  Publicado em Mercado

O Plano Nacional de Banda Larga é uma oportunidade dos players de Internet atuarem em áreas ainda não descobertas pelo mercado, mas um dos entraves é como dar garantia ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. “Este tipo de empresa não tem uma indústria concreta. Poderia fornecer talvez sua carteira de clientes”, foi a possibilidade levantada por Antonio Eduardo Neger, diretor presidente do conselho de estudos jurídicos da Abranet, Associação Brasileira de Internet, durante o 5º Encontro IPNews.

Neger também acredita que o PNBL permite aos provedores investirem em novas tecnologias, gerenciar conteúdos locais, democratizar a informação e atuar no combate às fraudes, pedofilia e racismo, além de incentivar comércio eletrônico.

Antonio revelou que os provedores conseguem aumentar ou diminuir a banda liberada, de acordo com o site em que o usuário navega: “quando o internauta acessa medidor de velocidade, por exemplo, liberam toda a banda, que atesta a velocidade máxima vendida. Checando o perfil de usuários que têm servidor e baixam filmes piratas o tempo todo, cortam a velocidade dele, justificando boas práticas na Internet e ao mesmo tempo ferindo a isonomia na navegação”.

O evento mostrou que toda cidade brasileira já tem pelo menos um provedor. “Acredito que ainda temos um mercado potencial em voz sobre IP e serviços de valor agregado: lá fora os players de Internet com mais sucesso não estavam baseados em infraestrutura e sim, no valor agregado, como Facebook, Google e Twitter”.

Via IPNews

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