Pesquisa sobre consumidor móvel brasileiro 2011

A WMcCann e o grupo.mobi acabam de publicar uma pesquisa sobre o hábito de consumo dos brasileiros a partir de seus celulares. As descobertas só fazem reforçar nossos posts e recomendações sobre as tendências que cercam o uso dos smartphones e, talvez, dos tablets – bem como sobre os hábitos de compra dos brasileiros. Mais que isso, a pesquisa fornece dados concretos sobre o nosso mercado, seus hábitos e, assim, ajuda a desenvolver a nossa economia mais viçosa, a digital.
Os destaques:

1. 44.4% dos proprietários de celulares convencionais que pretende trocar de celular nos próximos seis meses – e a maioria deve migrar para um smartphone. “A pesquisa indicou que a maioria das pessoas troca de aparelho em até 1 ano. Só não podemos dizer que o aparelho celular virou descartável porque sabemos que uma pessoa passa seu telefone para frente (para família ou amigos) quando compra um aparelho novo”, diz Ricardo Cavallini, vice-presidente de convergência da WMcCann e autor do livro Mobilize, sobre as possibilidades da propaganda e do marketing móveis.
Cavallini também destaca o seguinte:

Por não atingir a maior parte da população, a posse do smartphone está hoje nas mãos dos mais conectados. Por outro lado, o fato da tecnologia estar cada vez mais disponível e mais fácil pode acelerar esta curva de adoção. A banda larga móvel ainda não está disponível para todas as cidades, mas estará em poucos anos. As vendas de smartphone estão acelerando e agora sendo impulsionadas pelos subsídios das operadoras.
Quanto mais acessível, mais fácil e mais possibilidades tivermos, mais usaremos. O iPhone é um ótimo exemplo disso. Por sua facilidade, seu uso e interação é muito mais forte que em outros aparelhos. Por isso digo que o crescimento de vendas de smartphone poderá causar uma explosão no uso como acesso à internet, download de aplicativos e acelerar a queda de uso de SMS. Quando falamos de acesso à internet e outras coisas, o smartphone é causa, mas também é consequência.

2. 40.8% dos consultados já acessa a internet através do celular. Mais gente, proporcionalmente, do que a internet “fixa” em 2007. 83% do acesso vem de smartphones. Para Cavallini, “Assim como a internet, o celular não é apenas mais um meio (como muitos comunicadores acreditam). É muito mais do que isso. É uma mudança de comportamento e cultural, isso é bem maior do que apenas propaganda e marketing. As empresas deveriam estar se preparando e rápido, para esta mudança – coisa que não fizeram com a internet”.

3. Cerca de 15% dos usuários já comprou alguma coisa a partir do seu celular, a maior parte deles, da Classe A (um número absoluto baixo). Se considerarmos o universo de 23 milhões de compradores online, com 81 milhões de internautas (segundo o Datafolha), significa que cerca de 28% deles são compradores. O fato que merece nossa atenção aqui é: os hábitos adquiridos no acesso pelo computador serão herdados no acesso pelo celular. Para Cavallini, “Os brasileiros têm o hábito de acessar redes sociais e levaram este comportamento para o celular. Os brasileiros que compram pela internet o farão no ambiente móvel também.”

Estão preparados? Comecem a descobrir o maravilhoso mundo dos apps e sites móveis.

Via: Silvio Meira e Ricardo Cavallini