As regras de conduta para o serviço móvel

Niece & My Nokia 6230i (by Nikon D70)

Creative Commons License Photo Credit: Spitzgogo_CHEN (Nokia 6230i) via Compfight

O Mobile Entertainment Forum (MEF) lançou a segunda versão do seu novo código de conduta para os serviços de assinatura de conteúdo móvel. A entidade é formada pelas operadoras, responsáveis pela cobrança e pelo relacionamento com o cliente; os integradores, que desenvolvem o software e a plataforma; os provedores, que criam o conteúdo, como SMS com a situação do trânsito ou o clima do dia; e os grupos de mídia, que o divulgam.

Segundo Filipe Rosa, diretor da MEF para a América Latina, graças à cartilha o número de reclamações em relação ao segmento no Brasil caiu 90%, embora a arrecadação do setor também tenha caído 40% em 2011. Entre os motivos para a queda está justamente a imposição de novas regras, necessárias para manter a autorregulação.

“As pessoas que adquirem o serviço agora sabem o que estão comprando, tem a consciência de que é um modelo de assinatura e que, portanto, continuarão pagando por ele”, disse. “Outra inovação é que o uso de redes afiliadas, como comunidades no Orkut, foi proibido para fins de divulgação, já que por vezes os banners eram indevidamente alterados.”

A principal mudança, porém, talvez esteja em algo alheio à entidade: a popularização dos smartphones, tendência que deve persistir nos próximos anos. De acordo com Rosa, 75% das assinaturas vêm dos feature phones – os celulares mais simples – de modo que, se a quantidade destes diminui, é normal que a arrecadação com elas também caia.

“O mercado existe há cinco anos e as empresas têm de procurar serviços que agreguem mais valor”, afirmou o executivo. “Os usuários hoje em dia possuem celulares mais modernos, outras formas de acessar conteúdo. As lojas de aplicativos são concorrentes do nosso modelo.”

Como alternativa, Rosa sugere aplicações voltadas à saúde e à educação, como o ensino de idiomas – o que a TIM, por exemplo, já oferece. Entretenimento, segundo ele, ficou para trás, já que muitos consumidores podem simplesmente acessar uma loja e escolher um jogo, em vez de receber uma quantidade limitada por semana.

O objetivo, agora, é atrair mais usuários de smartphones e, principalmente, mantê-los. Por isso a especificação de regras claras, para não deixar que o segmento perca credibilidade. Entre as alterações no código, o destaque é a padronização de punições para os players que não o respeitarem – que serão ajuizadas pelas provedoras – e a obrigação de duplo opt-in para os serviços, a fim de evitar mal-entendidos.

A cartilha do MEF é um indicador de que com autorregulação, muito trabalho e flexibilidade o mundo mobile é uma realidade. Você vendedor, pode pensar os seus jeitos de usar a popularização dos smartphones e dos celulares para criar boas estratégias de expansão.

Via: Computerworld,