Nas redes sociais, vale mais engajamento que quantidade

Avaliar número de fãs e seguidores é uma métrica ineficiente. Essa é a conclusão de debate feito no Web Expo Fórum, que aconteceu em São Paulo em março. Ao falar de engajamento em redes sociais, Dereck Kazee, estrategista global da Acxiom (consultoria multinacional em marketing de precisão e qualidade de dados), destacou que as indicações de amigos são muito mais valiosas na internet que o número de “curtir” que uma página tem e, que para ganhar repercussão na rede, a empresa precisa entender qual sua vocação.

“A Apple é sinônimo de inovação e a Disney, de magia. E a sua empresa?”, questiona.

Marcelo Coutinho, pesquisador da FGV, concorda e é ainda mais categórico ao afirmar que as métricas de audiência são importantes, mas não únicas. “As métricas de interação é que vão aumentar a receita da companhia e diminuir custos, são elas que captam a imagem da empresa de fato”, diz.

Para Coutinho, os formadores de opinião e aquelas pessoas que circulam bem entre grupos são as que mais podem acrescentar a uma empresa e não são necessariamente as que têm maior número de seguidores, fãs ou amigos.

Pra apimentar a discussão, Guilherme Rios, sócio-diretor da Social Agency, lembra que pesquisas revelam que as pessoas hoje passam mais tempo em aplicativos de redes sociais do que navegando na web e confiam mais neles para tomar suas decisões de compra.

“O que acontece hoje é que as pessoas se baseiam apenas em insatisfação e não no elogio de um produto ou serviço. O que precisamos construir é um engajamento positivo”, diz Rios.

Eduardo Bicudo, presidente da Wunderman, destaca ainda que não importa como a empresa pretende medir sua atuação e engajamento na rede, mas sim o que ela faz com a informação obtida e como ela pode impactar o negócio.

Via: Brasil Econômico, foto: stephanomaggi, CC-BY-SA