A geração Y na internet

04 de outubro de 2010  | 

I need to fix daddy's photos, Luis Argerich, CCfoto: Luis Argerich, CC

Numa pesquisa sobre o impacto da internet nas próximas gerações, a maioria dos estudiosos de tecnologia diz que a geração do Milênio (também conhecida como geração Y), vai levar a sociedade a um novo mundo de abertura ao compartilhar suas informações pessoais na rede. Eles dizem que os padrões de comunicação dos nativos digitais já incluem o uso das redes sociais e outras tecnologias devem permanecer o mesmo conforme esta geração amadurecer, formar suas famílias e crescer na escala econômica.

A pesquisa, feita pela Pew Internet (link em inglês) mostra uma geração de nativos digitais muito engajada, crítica e disposta a compartilhar informação e manter-se conectada para o resto da vida.

Feita com diversos players da internet, a pesquisa recolheu dados de mais de 895 pessoas que trabalham ou estudam tecnologia. Implementada pelo Pew Research Center’s Internet & American Life Project e pelo Centro Imagining the Internet Center, da Universidade de Elon, ela revela que:

69% dos pesquisados concordam que “Em 2020, os membros da Geração Y (nativos digitais) continuarão a participar das redes que revelam grande parte de suas informações pessoais para manter-se conectados ou ter oportunidades sociais, econômicas e políticas. Conforme eles amadurecerem, formarem suas famílias e assumirem responsabilidades, seu entusiasmo por espalhar e compartilhar informação seguirá o mesmo.

29% dos entrevistados, entretanto, acham que os nativos digitais, quando crescerem, vão se dedicar a outros interesses e compromissos e deixar de lado sua atitude e atividade de compartilhamento de informações na rede.

A maior parte dos especialistas entrevistados destaca que a publicação de dados pessoais online já mostrou para a geração X (os millenials, como eles chamam nos Estados Unidos), que é boa, constrói amizades, cria e forma comunidades, permite procurar ajuda e construir uma boa reputação. O que a maioria destes especialistas espera é que, no futuro, as organizações sejam mais compassivas com os “erros da juventude”, como fotos ou vídeos impróprios publicados rede afora.

Alguns também notaram existem novas definições do que é “público” e o que é “privado” na sociedade em rede. Ou seja, a geração X deve mudar o que compartilha conforme envelhece, mas não deve mudar o seu comportamento ao longo do tempo. Segundo os pesquisados há um período estranho de tentativa e erro em andamento que deve continuar pela próxima década, conforme as pessoas se ajustam às novas realidades e à forma como as redes sociais criam novos limites sobre quais são as informações pessoais apropriadas para compartilhamento.

Entre as notas dissonantes na pesquisa, o principal fator para que a Geração X deixe de compartilhar e produzir conteúdos no futuro será a falta de tempo. Será que eles não imaginaram a evolução dos meios de captação e publicação? Afinal, ferramentas como o iPhone e os celulares com Android estão aí cheios de novidades e conectados 24 horas por dia.

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Brasileiro passa 3 vezes mais tempo na web que vendo TV

01 de abril de 2009  | 

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Pesquisa da Deloitte divulgada na última sexta-feira (27 de março) afirma que os brasileiros passam três vezes mais tempo por semana conectados à internet do que assistindo à TV. O estudo O Futuro da Mídia está na terceira edição, mas esta foi a primeira em que o Brasil participou da investigação, ao lado de Estados Unidos, Japão, Alemanha e Grã-Bretanha. Dos 9 mil entrevistados, 1.022 eram brasileiros.

Segundo a pesquisa, os consumidores brasileiros gastam, atualmente, 82 horas por semana utilizando diversos tipos de mídia e de entretenimento tecnológico, como o celular. Para a maioria dos consumidores, o computador superou a televisão em termos de entretenimento.

A maior parcela dos participantes (81%) apontou o computador como o meio de entretenimento mais importante em relação à TV. 58% disseram que videogames, jogos no computador e online são importantes fonte de diversão.

Metade dos entrevistados está atenta aos lançamentos tecnológicos e tenta adquirir rapidamente esses equipamentos. Além disso, 47% dos pesquisados usam o celular como dispositivo de entretenimento.

Idade

O levantamento ouviu pessoas com entre 14 e 75 anos de idade. A faixa etária de 26 a 42 anos é a mais envolvida com atividades interativas na internet, como assistir a programas de TV ou usar o computador para chamadas telefônicas.

Em todas as faixas, a atividade mais realizada na internet é a criação de conteúdos pessoais para serem acessados por outras pessoas, como sites, fotos, vídeos, músicas e blogs.

Disposto a pagar mais

Outra informação importante na pesquisa da Deloitte é que os brasileiros estão insatisfeitos com a velocidade de sua conexão. Por isso, 85% dos ouvidos afirmaram estar dispostos a pagar mais para ter conexões mais velozes. As pessoas da faixa etária acima de 43 anos são as mais dispostas a pagar mais caro por mais velocidade.

Entre todos os entrevistados, 92% possuem celular. Entre os aplicativos deste tipo de aparelho, as mensagens de texto são as mais utilizadas (92%), seguidas da câmera digital (78%), jogos (67%) e a câmera de vídeo (62%).

Imagem: Arquivo pessoal

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