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Consumidores gastarão US$ 6,2 bilhões em lojas de aplicativos para celular em 2010

Foto: Kalandrakas, em CC

Até 2013, a receita deste mercado subirá para US$ 29,5 bilhões. Levantamento feito pela consultoria Gartner aponta ainda que, de cada dez arquivos baixados pelos usuários neste ano, oito devem ser gratuitos

Com o crescimento das vendas de smartphones, mais consumidores vão adquirir aplicativos para esse tipo de aparelho via internet. Segundo estudo da consultoria Gartner divulgado no fim de janeiro, em 2010, o gasto mundial de consumidores em lojas de aplicações móveis será de US$ 6,2 bilhões e os downloads de aplicativos devem ultrapassar a marca de 4,5 bilhões neste ano.

Até 2013, a receita desse mercado subirá para US$ 29,5 bilhões. O levantamento aponta ainda que, de cada dez arquivos baixados pelos usuários neste ano, oito devem ser gratuitos. Em 2009, a receita com downloads das lojas de aplicações ultrapassou U$ 4,2 bilhões. Games lideram a lista dos mais baixados, seguidos por aplicativos de e-commerce, redes sociais, utilitários e ferramentas de produtividade.

Um retrato visual da internet brasileira em 2009

Você já tentou explicar ao seu cliente ou seu chefe o real poder das redes sociais? Ou mesmo da internet? Já se viu imaginando como isso funciona? Às vezes, não adianta despejar dados. Uma boa imagem ou um belo dado comparativo pode funcionar muito mais. É o que deixa claro um trabalho feito pela AgênciaClick que está disponível no YouTube.

“Todos os dias temos reuniões com pessoas que captam os números, mas não compreendem a relevância do que está acontecendo. Não percebem que não se trata do que será, mas do que já é. Então, pensamos: por que não comparar esses dados com a vida real, com informações que facilitem esse entendimento? Foi o que fizemos”, conta Ana Maria Nubié, vice-presidente de atendimento da AgênciaClick.

Os dados foram coletados ao longo de um ano. No final de 2009, esse material foi concluído e o resultado da pesquisa foi utilizado para a criação de um vídeo que explica principalmente a importância das redes sociais para os brasileiros. Ele está disponível desde 29 de janeiro e já soma mais de 37 mil exibições.

Duas observações antes de você clicar no play: ninguém chega a um acordo sobre quantos internautas existem no Brasil. Cada instituto, agência ou pesquisa sai com um número diferente. A segunda coisa importante é explorar a rede, saber de seu caráter anárquico e utilizar as ferramentas de forma adequada para você. Neste território, receita pronta não existe – o que há, sim, é muito trabalho e a necessidade constante de atualização e inovação.

Isso posto, veja o vídeo.

Índice de confiança do e-consumidor aumenta em 2009

foto: Zorraquino em CC

As lojas eletrônicas brasileiras foram consideradas confiáveis por 86,3% das pessoas que fizeram compras pela Internet durante todo o ano de 2009. Essa é a principal constatação do Índice de Confiança do e-Consumidor, aferido pelo Movimento Internet Segura (MIS), comitê da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net).

Ao todo foram consultadas mais de 1,4 milhão de pessoas entre janeiro a dezembro de 2009 e a média satisfação revelada pelos pesquisados quanto ao desempenho das lojas ficou em 86,3%. Durante os 12 meses houve uma variação máxima de 1,7 ponto percentual entre o menor (fevereiro – 85,59%) e o maior (agosto – 87,29%) Índice de Confiança do e-Consumidor.

O coordenador do Movimento Internet Segura, Djalma Andrade explica que a consolidação do estudo feito ao longo do ano revelou que o Comércio Eletrônico brasileiro tem um nível de aprovação junto ao consumidor superior ao de países onde o segmento é mais maduro, tais como os Estados Unidos, por exemplo. “A variação dos números que indicam satisfação foi muito pequena mesmo com o aumento do volume de transações em eventos sazonais e situações controversas, como greves de Operadores Logísticos, enchentes e outros imprevistos”, diz.

Nas pesquisas colhidas para o Índice de Confiança do e-Consumidor as pessoas são estimuladas a expressar o nível de satisfação com base em 10 quesitos: Facilidade de Comprar, Seleção de Produtos, Informação sobre os Produtos, Preços, Navegação, Entrega no Prazo, Qualidade dos Produtos, Qualidade do Atendimento a Clientes, Política de Privacidade e Manuseio e Envio dos Produtos.

Via Economia Digital

Estudo de Confiança Edelman 2010: um retrato do que o mundo pensa

Acaba de ser divulgado o Estudo de Confiança Edelman 2010. A pesquisa, feita com líderes de opinião de todo o mundo, foi conduzida entre setembro e dezembro de 2009. O Brasil passou pelo momento mais intenso da crise econômica mundial com alguma dificuldade, mas poucas consequências graves para sua economia. Como reflexo desse período, a confiança dos brasileiros nas empresas diminuiu, mas ainda se mantém em primeiro lugar (2010: 62%; 2009: 67%), seguida novamente por ONGs (57%), mídia (54%) e governo (39%), de acordo com o décimo primeiro Estudo de Confiança da Edelman (Edelman Annual Trust Barometer).

Esta pesquisa é muito interessante porque nos ajuda a planejar melhor o marketing e suas ações, indicando os pontos cruciais de trabalho.

O estudo indica ainda que, no total global, a credibilidade das ONGs (57%) está à frente, seguida por empresas (55%), governo (49%) e mídia (46%). O terceiro setor também apresenta alto índice de confiança na América do Norte (62%) e na União Europeia (59%). Já nos países do BRIC (59%) e na América Latina (69%) as corporações estão em primeiro lugar.

A credibilidade depositada pelos brasileiros em seu governo diminuiu em relação ao ano passado (2010: 39%; 2009: 43%), enquanto a de países desenvolvidos como EUA (2010: 46%; 2009: 30%) e França (2010: 43%; 2009: 34%), aumentou.

Alguns pontos-chave da pesquisa:

  • Quando um CEO toma decisões de negócios para sua empresa ele deve considerar todos os stakeholders igualmente. Essa é a opinião dos brasileiros (54%), assim como a de outros grupos de entrevistados, como Latino Americanos (63%), Norte Americanos (51%) e Europeus (50%).
  • Os brasileiros (52%) não acreditam que empresas, governos e ONGs estão trabalhando juntos para solucionar questões sociais importantes. Na América Latina (58%) esse valor é maior, enquanto o total global (52%) acredita que sim.
  • Os entrevistados no País (55%) e na América Latina (58%) também não acreditam que as corporações estão ouvindo e engajando seus funcionários e clientes para encontrar novos caminhos para beneficiar a sociedade e fazer negócios ao mesmo tempo.
  • Companhias que estabelecem parcerias com ONGs para resolver questões globais, como mudanças climáticas, fome e doenças, têm maior credibilidade para os brasileiros (71%), em detrimento daquelas que não estabelecem. No total global (68%) esse número também é alto.
  • A confiança nas empresas de origem brasileira é maior no México (71%), seguida pelo Brasil (67%) e China (60%). Companhias com sede na Suécia, Canadá e Alemanha são as mais confiáveis (75%).
  • Segundo os brasileiros (81%), os governos terão muita ou alguma influência em relação aos bancos e instituições financeiras no futuro.
  • Neste ano, o que mais influencia a reputação de uma empresa para os brasileiros é a qualidade dos produtos e serviços (75%), práticas de negócios honestas e transparentes (72%) e o quão bem ela trata seus funcionários (67%). Para a América Latina (81%) e os países do BRIC (77%), a qualidade dos produtos e serviços foi destacada como prioridade.
  • Nas verticais de indústria, o Brasil continua apostando no setor de tecnologia (83%), seguido por biotecnologia (74%) e entretenimento (71%). O setor bancário, que em 2009 teve um aumento no índice de credibilidade para os brasileiros, este ano apresentou queda (2010: 52%; 2009: 58%).
  • Para os brasileiros, relatórios de analistas da indústria ou de ações (62%), artigos em revistas de negócios (55%) e artigos em jornais (52%) são as mais confiáveis fontes de informação.

Um mapa do consumo em São Paulo

Uma pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), envolvendo 800 entrevistas pessoais aplicadas em pontos de fluxo da Capital, fez um belo mapa da confiança e atitude dos consumidores paulistanos.

Quando interrogados sobre ‘estar melhor ou pior, financeiramente, do que há um ano’, o índice foi bastante otimista. “69,3% das pessoas dizem estar melhores, financeiramente, do que no ano passado”, constata Marcel Solimeo, superintendente Institucional e economista da ACSP. Dividida em categorias socioeconômicas, a pesquisa apontou que a melhora foi refletida em todas as classes sociais.

Outro ponto interessante revelado pelo estudo foi o comportamento dos paulistanos nas compras durante a crise. Vestuário foi o item mais procurado em todas as classes, nos últimos seis meses. Eletrônicos e eletrodomésticos também aparecem em destaque.

A pesquisa também mostra que a qualidade dos produtos pode superar o desejo por marcas renomadas. Metade dos entrevistados não se preocupa com marcas conhecidas. Nas classes A e B, 40% dos consumidores ficam atentos às marcas, enquanto nas D e E 66,3% não se importam. Segundo Sandra Turchi, superintendente de marketing da ACSP, a taxa de consumo mais elevada nas classes A e B apresenta uma forte ligação com o status que as grandes marcas conferem a quem as consome.

A grande diferença é a forma como as classes analisam o produto no ato da compra. Os consumidores mais pobres prezam muito a escolha acertada, pois não dispõem de tanto capital. “Eles consomem produtos de qualidade, sim, desde que sejam beneficiados pelo crédito, mas não necessariamente a escolha vai estar ligada à marca. Ele se permite pagar mais caro, mas não quer arriscar”, explica Sandra.

A pesquisa mostra também que 76,3% dos consumidores preferem qualidade a preço, sendo os das classes A e B os que mais concordaram com a assertiva: “Prefiro um produto de qualidade a um de bom preço”, (81,1%). São os consumidores com este perfil os que mais realizaram compras na internet (39,1%) e os que mais compraram produtos com divulgação através de propaganda por e-mail (32,1%).

Entre as classes D e E apenas 7,1% fizeram compras pela internet e 3,1% através de e-mail marketing. O destaque, porém, é que os consumidores destes segmentos são os que mais fizeram compras pela web nos últimos 30 dias (28,6%), reflexo do movimento vivido pela economia nacional e do acesso de novos públicos a opções antes restritas a uma minoria.

foto: cassimano, em CC

Consumidor prefere pagar à vista e pedir desconto

Pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e a Frente Parlamentar Mista do Comércio Varejista para apurar como o consumidor prefere pagar suas compras concluiu que 56,8% preferem fazer pagamento à vista e com dinheiro. O levantamento também apontou que 90% desses consumidores gostariam de ganhar desconto. A intenção da CNDL, com essa pesquisa, que envolveu apenas consumidores do Distrito Federal, mas que, de certa forma, são um extrato da população brasileira porque há pessoas de todos os estados, visa a pressionar o Congresso para que aprove mudanças profundas nas normas de cartões de crédito no país, com redução de custos de serviços e juros. O presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, observa que o varejo quer poder oferecer preços diferentes para compras com dinheiro ou com cartão de crédito. Isto porque as vendas com cartão têm o custo do cartão de crédito embutido.

Clubes de compra online têm milhões de sócios

Os clubes de compras, que oferecem produtos com descontos de até 80%, ganharam espaço no varejo virtual do País. A Brandsclub, uma das maiores desse mercado, espera atingir 1 milhão de associados no próximo mês. A concorrente Privalia, de origem espanhola, ampliou investimentos no Brasil, com planos de transformá-lo na sua maior operação mundial em dois anos. Os empresários baseiam sua confiança na expectativa de crescimento do número de consumidores no País.

A Privalia, que chegou ao Brasil em janeiro de 2009, recebeu em julho um aporte de oito milhões de três grupos de investidores. Segundo a companhia, parte “considerável” desse valor será aplicado na operação brasileira. A empresa também tem negócios na Itália. O clube, hoje com 600 mil sócios, vende roupas, calçados, acessórios, eletroeletrônicos e produtos de decoração, cama, mesa e banho. Oferece de 50% a 70% de desconto nas vendas, que têm data e hora para acabar. Outro motivo que justifica os investimentos no Brasil é a estrutura do varejo. Diferente dos Estados Unidos e Europa, os lojistas tradicionais têm poucos canais de desova de estoques. O outlet virtual seria uma opção para o problema.

O fundador da Brandsclub, Paulo Humberg, também aposta nesse “vácuo” para crescer. O clube de compras, que ganhou 700 mil membros em 2009, quer atingir um milhão de clientes no início de 2010. A expectativa é alcançar um faturamento de R$ 200 milhões em 2011. “É um mercado que cresce mais do que o próprio e-commerce no Brasil”, diz Pierre-Emannuel Joffre. O francês radicado no Brasil fundou o Coquelux em julho de 2008. Foi em 2009, porém, que ele sentiu a adesão dos internautas brasileiros – ou melhor, das brasileiras, que são maioria dos clientes. “A base cresceu significativamente, bem como os resultados de vendas”, diz.

Conheça o perfil do internauta brasileiro e faça bons negócios

Acabou de sair a pesquisa semestral F/Radar, realizada pela F/Nazca em parceria com o Datafolha desde 2007. Realizada em agosto, a pesquisa mostra que o acesso só cresceu no Sudeste – permaneceu estável ou caiu nas demais regiões. Os internautas brasileiros estão mais jovens; mais escolarizados; 42% pertencem às classes AB e 8 em cada 10 são economicamente ativos.

Quanto ao gênero quase não há diferença – homens e mulheres estão na rede em números praticamente idênticos (dois pontos de diferença). A grande maioria dos usuários (50%) são heavy users (acessam todos os dias). E quanto maior a renda e a escolaridade, mais o usuário vem à internet.

Somos 66 milhões de internautas, segundo a pesquisa, e estamos em segundo lugar no ranking de penetração da internet. Sim, mídia digital é um ótimo canal, como mostraram os resultados do e-commerce no Natal do ano passado.

Vale a pena avaliar esta pesquisa com cuidado, de olho em seu público alvo e lembrando sempre: a primeira atividade de todos que usam internet é a busca. O capítulo Internet Is Money traz muitas informações relevantes para o e-commerce brasileiro. Os destaques:

  • Entre março e agosto de 2009 o número de pessoas que compraram pela internet aumentou quatro pontos porcentuais – 29% dos pesquisados, projeção de 19,1 mil habitantes.
  • A maioria dos que não compram têm medo – acham a internet insegura (posso não receber a mercadoria, não conheço a empresa e vazamento de dados são as principais preocupações).
  • 43% dos que compram online levam em consideração a opinião de outros consumidores em sites.
  • 45% dos pesquisados consulta a internet antes de comprar offline

Veja todos os detalhes da F/Radar na apresentação abaixo.