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Inovação tecnológica movida pela internet

O acesso à tecnologia é um fator determinante para qualquer empresa ganhar competitividade. Segundo o Sebrae, sem tecnologia, mais de 90% das empresas não conseguem lidar com o fluxo de dinheiro nos negócios. Detalhe: atualização tecnológica custa caro e nem todas as Pequenas e Médias conseguem acesso aos serviços de que precisam.

Para completar, estas empresas precisam superar a dificuldade de incorporar novos conhecimentos à sua atuação. Por isso é importante que governos municipais, que estão mais próximos das empresas, tenham políticas específicas para aumentar o acesso à tecnologia e estimular a inovação comercial. Se a prefeitura não se mexeu, não há porque resmungar. O SEBRAE tem o Programa Sebrae de Consultoria Tecnológica (Sebraetec), cujo objetivo é criar condições para que micro e pequenas empresas tenham acesso às inovações tecnológicas. Use!

O comércio eletrônico é um dos motores para a inovação tecnológica dentro das pequenas e médias empresas. Com acesso à internet e suas facilidades, elas ganham:

  • Modernização do processo de arquivamento de papéis, fichas, pastas, entre outros documentos;
  • Facilitação das atividades burocráticas;
  • Aumento da agilidade, segurança, integridade e exatidão das informações;
  • Redução dos custos em todos os setores;
  • Aperfeiçoamento da administração geral da empresa, do marketing, do planejamento, do controle da produção, das demonstrações financeiras, das previsões orçamentárias, das análises de investimentos e de custos;
  • Capacitação e treinamento;
  • Novos mercados, serviços e comercialização;
  • Logística.

Em três anos, acesso à internet cresce 75,3% no Brasil

Internet na Biblioteca Nacional (RJ), foto: Lucas, em CC

De acordo com o IBGE, o número de usuários de internet no Brasil cresceu 75,3% entre 2005 e 2008, e esse crescimento deve-se à forte inclusão digital de pessoas de baixa renda. Do total de novos usuários no Brasil, 17 milhões ganham até dois salários mínimos per capita mensais. O relatório do IBGE aponta que, em 2008, o país tinha 104 milhões de pessoas que não acessavam a internet, mas o contingente diminuiu em relação a 2005, que era de 120,3 milhões de brasileiros. Só em 2009, segundo pesquisa do Ibope Mídia, o acesso à internet cresceu 10%.

O mapa do IBGE

Nas regiões consideradas mais pobres do país, o acesso à internet também aumentou, segundo o Instituto. Na região Norte, o total de usuários passou de 12% para 27,5% da população com dez anos ou mais de estudo. No Nordeste, passou de 11,9% para 25,1%. Em 2008, 51,7% dos internautas brasileiros acessaram a rede mundial de computadores de casa e 35,2% a partir de lan houses, contra 49,9 e 21,9%, respectivamente. Nas regiões mais ricas do Brasil, os percentuais de acesso são bem mais elevados, como na região Sudeste, em que o índice foi de 40,3%.

“O Brasil tem uma das piores distribuições de renda no mundo e não é novidade que essa diferença social tenha reflexo também no acesso à internet. A desigualdade de renda é um empecilho para um maior acesso”, disse o coordenador da pesquisa, Cimar Pereira Azeredo. Ele destacou que quanto maior a renda e a escolaridade, maior é o acesso à rede mundial de computadores. A pesquisa mostra que famílias com renda per capita domiciliar acima de cinco salários mínimos têm um percentual de acesso à web de 75,6%. Em média, os conectados têm 10 anos de estudo, o equivalente ao ensino fundamental.

Números do ano passado trazem surpresa

O Ibope Mídia divulgou alguns resultados de sua pesquisa Internet Pop, que chega à 21ª edição. Com mais de 17 mil entrevistas feitas em 11 mercados, o levantamento revela que o acesso à internet cresceu 10% entre 2008 e 2009. Ou seja, o índice de brasileiros conectados saiu de 49% para 54%, respectivamente. Segundo o estudo, esse movimento representa mais de 25 milhões de pessoas que costumam conectar-se à rede no País, ainda que de vez em quando.

Outro destaque do estudo é a maneira como os brasileiros se conectam quando não o fazem pelo computador. De acordo com o trabalho do Ibope Mídia, 66% navegam pela internet pelo celular, 21% recorrem a smartphones com tecnologia 3G, 9% usam aparelhos de mão, como palmtops, e 3% acionam a web por meio de smartphones sem tecnologia 3G. Além disso, dentro do grupo que se conecta por esses equipamentos, 25% acessam a internet diariamente.