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Meça o desempenho do seu e-commerce

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Uma das tarefas cruciais no gerenciamento de um e-commerce é a criação de mecanismos para medir o desempenho. O curioso, é que no ambiente físico, essa é uma das principais preocupações do lojista, que não recebe tanta atenção online. Parece haver um mito de que pelo simples fato de adquirir um sistema de loja virtual, todas as funcionalidades que podem influenciar no desempenho de vendas já estarão plenamente configuradas e, por isso, não é necessário um acompanhamento minucioso de todas as etapas envolvidas no processo de venda. Puro mito e uma tremenda armadilha.

A gente sempre fala aqui no blog da importância dos processos e ferramentas de mensuração de desempenho no e-commerce, justamente para que possam contar com esse tipo de monitoramento e melhorar constantemente a sua operação.

Ao contrário do que possa parecer, ter um sistema completo para o acompanhamento de todos os passos dos usuários durante o processo de venda é incrivelmente simples. O Google Analytics, uma ferramenta gratuita do Google, pode nos dar todos os dados necessários para a avaliação do desempenho da loja, sem que isso exija nada em termos de programação. Exige, isso sim, um conhecimento profundo da própria ferramenta e seu uso – o que está disponível lá mesmo, nos tutoriais e dicas.

Um bom sistema de e-commerce, necessariamente inclui entre seus recursos o monitoramento através do Google Analytics adaptado para o gerenciamento da loja. É preciso atenção, porque existe uma versão do GA voltada para o monitoramento de sites de conteúdo e outra especial para e-commerce. Com essa versão instalada, basta ao gestor de e-commerce inserir o código fornecido pelo Google para que todas as visitas à loja passem a ser monitoradas.

Entre os diversos dados que você terá se destacam:

  • Receita total da loja;
  • Taxa de conversão;
  • Valor médio do pedido (Ticket Médio);
  • Desempenho do produto;
  • Visitas de compra;
  • Dias de compra.

Se você considerar que o sistema permite exportar esses dados para uma planilha Excel e trabalhar os números, uma série de outras métricas de desempenho podem ser extraídas das informações registradas.

De posse dessas informações, caberá ao gestor de e-commerce interpretá-los sob o ponto de vista da web análise e identificar possíveis gargalos no processo de compras como, por exemplo, carrinhos de compra abandonados, taxa de rejeição acima do normal ou desistência no momento de preenchimento de formulários, só para citar alguns.

Identificados esses problemas, é possível resolvê-los – e em geral eles estão ligados à estrutura da loja. Os dados Analytics, em conjunto com os resultados dos seus links patrocinados, também ajudam a melhorar o desempenho de suas campanhas online.

Portanto, ao criar ou reestruturar seu projeto de e-commerce, preste muita atenção a estes detalhes. Eles são fundamentais para o sucesso.

Via: Curso de E-Commerce, foto: Dave Dugale, CC-BY-SA

Nas redes sociais, vale mais engajamento que quantidade

Avaliar número de fãs e seguidores é uma métrica ineficiente. Essa é a conclusão de debate feito no Web Expo Fórum, que aconteceu em São Paulo em março. Ao falar de engajamento em redes sociais, Dereck Kazee, estrategista global da Acxiom (consultoria multinacional em marketing de precisão e qualidade de dados), destacou que as indicações de amigos são muito mais valiosas na internet que o número de “curtir” que uma página tem e, que para ganhar repercussão na rede, a empresa precisa entender qual sua vocação.

“A Apple é sinônimo de inovação e a Disney, de magia. E a sua empresa?”, questiona.

Marcelo Coutinho, pesquisador da FGV, concorda e é ainda mais categórico ao afirmar que as métricas de audiência são importantes, mas não únicas. “As métricas de interação é que vão aumentar a receita da companhia e diminuir custos, são elas que captam a imagem da empresa de fato”, diz.

Para Coutinho, os formadores de opinião e aquelas pessoas que circulam bem entre grupos são as que mais podem acrescentar a uma empresa e não são necessariamente as que têm maior número de seguidores, fãs ou amigos.

Pra apimentar a discussão, Guilherme Rios, sócio-diretor da Social Agency, lembra que pesquisas revelam que as pessoas hoje passam mais tempo em aplicativos de redes sociais do que navegando na web e confiam mais neles para tomar suas decisões de compra.

“O que acontece hoje é que as pessoas se baseiam apenas em insatisfação e não no elogio de um produto ou serviço. O que precisamos construir é um engajamento positivo”, diz Rios.

Eduardo Bicudo, presidente da Wunderman, destaca ainda que não importa como a empresa pretende medir sua atuação e engajamento na rede, mas sim o que ela faz com a informação obtida e como ela pode impactar o negócio.

Via: Brasil Econômico, foto: stephanomaggi, CC-BY-SA