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Pagamentos móveis vão movimentar US$ 670 bi em 2015

Visa sticks NFC, Tom Purves, CC-BY
O mercado de pagamentos móveis para bens digitais e físicos, transferências em dinheiro e NFC (Near Field Communications) deve chegar a 670 bilhões de dólares em 2015 no mundo, mais que dobrando em relação aos 240 bilhões de dólares previstos para 2011, sugere um novo estudo da Juniper Research.
Dados do “Mobile Payment Strategies”, feito pela Juniper Research mostram que os pagamentos efetuados através de dispositivos móveis devem dobrar ou triplicar em todos os segmentos nos próximos cinco anos. O aumento será impulsionado pela rápida adoção de cobrança via mobile, NFC, compras de bens físicos e transferências de dinheiro.
O estudo também prevê que a tecnologia Near Field Communications deve ser lançada em 20 países (incluindo o Brasil) nos próximos 18 meses, resultando em um volume de transações na ordem de 50 bilhões de dólares em todo o mundo até 2014. Além disso, o número de usuários ativos que deve realizar transações do gênero deve dobrar até 2013.
O estudo indica que o Extremo Oriente, China, Europa e América do Norte devem ser responsáveis por 75% do valor bruto transacionado em dispositivos móveis até o ano de 2015 no mundo, e os bens digitais serão responsáveis por quase 40% do mercado dentro do período.
A dica para os empresários brasileiros: fiquem atentos e usem esta tecnologia para conquistar mais clientes.
Via: E-commerce News, Foto: Tom Purves, CC-BY

Pesquisa sobre consumidor móvel brasileiro 2011

A WMcCann e o grupo.mobi acabam de publicar uma pesquisa sobre o hábito de consumo dos brasileiros a partir de seus celulares. As descobertas só fazem reforçar nossos posts e recomendações sobre as tendências que cercam o uso dos smartphones e, talvez, dos tablets – bem como sobre os hábitos de compra dos brasileiros. Mais que isso, a pesquisa fornece dados concretos sobre o nosso mercado, seus hábitos e, assim, ajuda a desenvolver a nossa economia mais viçosa, a digital.
Os destaques:

1. 44.4% dos proprietários de celulares convencionais que pretende trocar de celular nos próximos seis meses – e a maioria deve migrar para um smartphone. “A pesquisa indicou que a maioria das pessoas troca de aparelho em até 1 ano. Só não podemos dizer que o aparelho celular virou descartável porque sabemos que uma pessoa passa seu telefone para frente (para família ou amigos) quando compra um aparelho novo”, diz Ricardo Cavallini, vice-presidente de convergência da WMcCann e autor do livro Mobilize, sobre as possibilidades da propaganda e do marketing móveis.
Cavallini também destaca o seguinte:

Por não atingir a maior parte da população, a posse do smartphone está hoje nas mãos dos mais conectados. Por outro lado, o fato da tecnologia estar cada vez mais disponível e mais fácil pode acelerar esta curva de adoção. A banda larga móvel ainda não está disponível para todas as cidades, mas estará em poucos anos. As vendas de smartphone estão acelerando e agora sendo impulsionadas pelos subsídios das operadoras.
Quanto mais acessível, mais fácil e mais possibilidades tivermos, mais usaremos. O iPhone é um ótimo exemplo disso. Por sua facilidade, seu uso e interação é muito mais forte que em outros aparelhos. Por isso digo que o crescimento de vendas de smartphone poderá causar uma explosão no uso como acesso à internet, download de aplicativos e acelerar a queda de uso de SMS. Quando falamos de acesso à internet e outras coisas, o smartphone é causa, mas também é consequência.

2. 40.8% dos consultados já acessa a internet através do celular. Mais gente, proporcionalmente, do que a internet “fixa” em 2007. 83% do acesso vem de smartphones. Para Cavallini, “Assim como a internet, o celular não é apenas mais um meio (como muitos comunicadores acreditam). É muito mais do que isso. É uma mudança de comportamento e cultural, isso é bem maior do que apenas propaganda e marketing. As empresas deveriam estar se preparando e rápido, para esta mudança – coisa que não fizeram com a internet”.

3. Cerca de 15% dos usuários já comprou alguma coisa a partir do seu celular, a maior parte deles, da Classe A (um número absoluto baixo). Se considerarmos o universo de 23 milhões de compradores online, com 81 milhões de internautas (segundo o Datafolha), significa que cerca de 28% deles são compradores. O fato que merece nossa atenção aqui é: os hábitos adquiridos no acesso pelo computador serão herdados no acesso pelo celular. Para Cavallini, “Os brasileiros têm o hábito de acessar redes sociais e levaram este comportamento para o celular. Os brasileiros que compram pela internet o farão no ambiente móvel também.”

Estão preparados? Comecem a descobrir o maravilhoso mundo dos apps e sites móveis.

Via: Silvio Meira e Ricardo Cavallini

Internet móvel ainda longe do ideal, revela estudo.

Uma pesquisa realizada com mais de 4 mil usuários de telefonia móvel, feita pela Compuware Corporation mostrou as percepções das pessoas quanto à web no celular. O estudo mostrou que, apesar da expectativa das pessoas ser bastante alta, os sites móveis ainda têm falhas, principalmente no quesito conexão e tempo para carregar alguma página, por exemplo.

71% dos entrevistados esperam que o carregamento dos sites sejam tão rápidos quanto os computadores domésticos, um aumento de 58% em relação ao mesmo período pesquisado no ano de 2009. Quase 60% dos usuários esperam um site abrir se demorar 3 segundos ou menos, e 74% só estão dispostos a esperar cinco segundos para o carregamento de uma única página antes de abandonar o site.

50% dos usuários tiveram algum tipo de problema para acessar algum site pelo celular, e 47% tiveram algum problema com aplicativos. Mesmo assim, 80% dos consultados afirmaram que acessariam novamente um site se a web móvel fosse mais rápida e confiável. Porém, uma má experiência em um site faz com que o usuário divulgue a um maior nº de pessoas possíveis. 57% dos entrevistados que tiveram algum problema de acesso de algum site, não recomendariam a outras pessoas.

“Quase dois anos após o primeiro estudo, as expectativas dos usuários continuam a crescer, mas as empresas não estão correspondendo em prover experiências rápidas e confiáveis”, disse Steve Tack, CTO da Compuware APM. As pessoas ainda têm vontade de utilizar a internet móvel, a empresa que produzir um serviço de qualidade e que corresponder às expectativas dos internautas móveis, certamente largará na frente no mercado.

Fonte: Ecommercenews – Imagem: urban don

Meios de pagamento móveis vêm aí

mobile phone with money, white african, CC
Pesquisa feita pela KPMG com mil executivos de finanças, varejo, telecomunicações e tecnologia, descobriu que o pagamento através de dispositivos móveis no ato do consumo será uma atividade comum e acessada pela maior parte da população mundial em quatro anos. Para 83% dos entrevistados, o m-payment (mobile payment, ou pagamento móvel) será um serviço de massa até 2015. Para 13%, isso vai demorar entre cinco e dez anos. E 4% acham que vai levar mais de dez anos. Do total de executivos ouvidos, 29% afirmaram que suas empresas possuem atualmente algum tipo de serviço deste tipo; 29% têm uma estratégia para ele, mas nenhum serviço lançado até agora; 29% não têm estratégia e nem planos de lançamentos; e 13% não souberam responder.
Os serviços com maior potencial de serem bem sucedidos são os de m-banking e de pagamentos através de sistemas online (como o PagSeguro). Sobre o primeiro, 56% disseram que já é ou será com certeza um serviço popular. E 67% responderam o mesmo sobre sistemas online de pagamento. A maior desconfiança paira sobre serviços de m-wallet e de uso do billing das operadoras para compra de bens: 15% e 20%, respectivamente, disseram que eles dificilmente darão certo. A maioria, contudo, respondeu que ainda é cedo para avaliar m-wallet (61%) e uso do billing de operadoras (51%). Sobre o uso de NFC (Near Field Communication), 40% estão otimistas; 10%, pessimista; e 51% não souberam opinar.
De acordo com os entrevistados, os principais benefícios de pagamentos móveis são conveniência e acessibilidade (81%) e simplicidade (73%). Os principais obstáculos são segurança (71%), dificuldade de adoção da tecnologia (57%) e privacidade (38%).
Bancos, administradoras de cartões de crédito e operadoras de telefonia, nesta ordem, foram apontados como as empresas que exercerão os principais papéis no desenvolvimento dos serviços de m-payment. Aqui no Brasil, a Oi já possui um sistema de pagamentos próprio, devidamente integrado ao PagSeguro.

Via: Teletime News, foto: whiteafrican, CC

Consumidores não gostam do comércio eletrônico móvel

Dropbox por Johan Larsonn, em Creative Commons

A Demandware, divulgou o resultado de uma pesquisa que indica que os varejistas não estão preparados para atender as demandas dos Smart Consumers (proprietários de Smartphones e tablets). Os dados destacam a diferença entre os canais de vendas que os comerciantes oferecem e a forma de comércio que os consumidores esperam das marcas.

O grande problema, segundo o vice-presidente de marketing da empresa é que grande parte dos varejistas sabem dos problemas, mas não pretendem fazer as mudanças necessárias: “Nossa pesquisa sugere que todos os varejistas devem adotar as novas tecnologias e mudar a forma como abordam o comércio multicanal para conseguir atender às expectativas dos consumidores”, disse Driscoll Jamus.

Alguns exemplos, retirados do estudo feito pela empresa:

  • Apenas 12% dos varejistas permitem aos consumidores baixar um aplicativo para vendas online, enquanto 23% dos consumidores já se utilizam deste recurso e 50% pretendem fazê-lo no futuro.
  • 54% por cento dos consumidores gostariam que os varejistas oferecessem um dispositivo em que se clique em algum código de barras ou etiquetas inteligentes de suas revistas e catálogos que conectem a algum site de vendas, mas apenas 12% dos varejistas pesquisados já oferecem este recurso.
  • Enquanto 62% dos consumidores afirmam que pretendem comprar produtos ou serviços via dispositivos móveis, apenas 32% dos varejistas oferecem este serviço.
  • Apenas 29% dos varejistas permitem que os consumidores utilizem seus telefones celulares para verificar a disponibilidade de um produto no estoque, enquanto 38% dos consumidores têm este hábito e 52% esperam fazê-lo no futuro.
  • 23% dos varejistas permitem aos consumidores adicionar itens a seus carrinhos de compras através de dispositivos móveis e complementar mais tarde em algum desktop, mas isto é um desejo de 51% dos consumidores.

Via E-commerce News, foto: Johan Larson, em Creative Commons

Tablets são mais ativos no mcommerce

iPad unpacking, ntr23, CC

Nova pesquisa feita no começo do ano em Chicago, nos Estados Unidos mostrou que usuários de tablets navegam e compram mais frequentemente que usuários de smartfones. Segundo o estudo, 29% dos usuários de Tablets efetuam compras através do chamado m-commerce contra 22% de usuários de smartfones. Considerado o universo móvel, 68% dos proprietários de tablets compram através de seus aparelhos, contra os 48% dos proprietários de smartfones.

É importante que você, lojista, construa um site que possa ser acesssado em qualquer equipamento. Isso significa, na prática, – tudo funcionará. Parece claro que um em quatro usuários de tablets compram em seus equipamentos porque a experiência é boa, eles encontram interfaces amigáveis e não é preciso adequar nada.

Como m-commerce significa comércio eletrônico móvel, é importante oferecer opções a todos. E lembrar que, se os usuários dos tablets podem fazer todo o processo, o smartphone também é usado para pesquisar e obter informações. E que é possível encaminhá-los dos seus telefones inteligentes para o site, aumentando a sua conversão.

Via Mundo Ecommerce, foto:  ntr23, CC

E-commerce móvel requer desenvolvimento antifraudes

Fica a dica para os desenvolvedores: a nova fronteira está na prevenção de fraudes no e-commerce que acontece nos dispositivos móveis. Em 2014, cerca de 12% de todas as transações do comércio eletrônico serão feitas destas plataformas. No entanto, as ferramentas de detecção de fraudes ainda estão atrasadas, declarou a consultoria Gartner.

“O comércio móvel e as negociações via telefone estão aumentando rapidamente, principalmente, devido às melhorias na navegação”, disse William Clark, analista da instituição, em um comunicado. Segundo a Gartner, CIOs precisam pesquisar aplicações de segurança em desenvolvimento que considerem relevantes a proteção ao sistema de pagamento móvel. Assim, as empresas conseguirão se manter competitivas no comércio eletrônico.

“É fundamental que as corporações encontrem aplicações capazes de detectar fraudes em ambientes móveis. No entanto, as ferramentas atuais não funcionam bem nos aparelhos disponíveis no mercado”, ressatou Clark. Tais recursos ainda estão em estágios iniciais de desenvolvimento e, segundo o analista, só se mostrarão confiáveis em 2012.

Um dos métodos disponíveis atualmente usa um servidor em que o usuário precise se logar por meio de um programa em Java. O script captura informações sobre o navegador e o telefone do usuário. Ele também pode recolher o número serial do dispositivo e número da placa de rede para transmitir às empresas de e-commerce.

Outro jeito de prevenir fraudes usaria as informações de localização do smartphone, sendo que a compra seria efetivada apenas se esses dados fossem fornecidos pelo usuário. Para uma empresa, usar as informações de geolocalização pode ajudar na autenticação do cliente, através da sinergia com outros sistemas.

Uma terceira alternativa apontada pelo Gartner faz menção a um modelo que já começa a ser usado por alguns fornecedores de detecção de fraudes. Eles estão analisando os padrões de comportamento do usuário dentro de um aplicativo móvel no smartphone e criando um sistema de riscos, baseado em uma pontuação.

Via IDGNow

Pagamentos móveis: a um passo da realidade

Vending machine payment throgh mobile phone, em Kyoto, Japão
Máquina de venda com pagamento por celular. Foto: Javier Carcamo, em CC

Enquanto o e-commerce encontra seu caminho pelo Brasil afora, o mercado internacional não pára de ser balançado pelas notícias que envolvem o pagamento móvel. Em agosto a Apple anunciou a contratação de Benjamin Vigier, um dos maiores especialistas em Near Field Communications (NFC). O NFC é a tecnologia que permite a transmissão de dados sem fio a curta distância e permite que os celulares possam trocar informações com outros aparelhos. Ela permite infinitas aplicações, inclusive emissão de cobrança, pagamento, dinheiro eletrônico, chaves de segurança, entre muitos outros. A Nokia incluirá esta tecnologia em todos os telefones que lançar no mundo em 2011.

O consumidor brasileiro, em pesquisa do Procon-SP, já demonstrou sua desconfiança em relação à novidade. Embora o NFC ainda tenha que vencer muitos obstáculos, como vencer os métodos já estabelecidos de transações – principalmente o custo de novos equipamentos para os vendedores – e ter softwares viáveis que permitam a sua adoção, o futuro está próximo.

Segundo o Read and Write Web internacional, pode ser que em breve o tempo em que saímos de casa com carteiras, chave e telefone nas mãos pode ficar para trás. E, claro, proteção para o consumidor contra fraudes no pagamento móvel é apenas algo lógico e contemporâneo.