Em São Paulo, empresas subutilizam internet e e-commerce
01 de dezembro de 2009 | Publicado em Mercado
Estudo divulgado na última sexta, dia 27 de novembro, pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) diz que 66% dos empreendimentos no Estado de São Paulo tem um site próprio para divulgar seus negócios. Entretanto, sua visibilidade é baixa e tem poucos acessos – média de 1.525 por mês, muito abaixo dos padrões comerciais, de 10 mil acessos mês. As microempresas são maioria entre os offline (41%), seguidas pelas pequenas (15%), médias (5%) e grandes (14%).
Apenas 36% das empresas usam a internet para fazer negócios. As maiores são as mais resistentes, seguidas pelas pequenas e médias. Entre as pequenas empresas, diz o estudo, mais da metade (54%) não exploram o mercado online, seja para aumentar vendas ou para comprar produtos e serviços.
A ACSP consultou 765 organizações que recusam o uso da ferramenta para compra e venda. A maior parte dos entrevistados para o estudo (46%) informou que não sente necessidade de fazer negócios pela internet. Outros 17% alegaram que a sua empresa ainda não investiu o suficiente para explorar esse nicho, enquanto 13% reconheceram que não sabem como proceder no uso da internet para este fim.
A pesquisa abordou ainda as empresas que exploram o mercado online a respeito do peso das vendas virtuais sobre o total comercializado por elas em um mês. A maior parte delas (38%) teve até 10% do volume total de vendas gerado pelo e-commerce. Para 17% dos consultados, a porcentagem das vendas virtuais sobre o total variou entre 10% e 30%, e, para 8% das empresas, o volume girou entre 30% e 50% do montante comercializado. O estudo conclui também que 26% dos entrevistados apenas compram pela internet, mas não vendem.
Na análise por segmento, a indústria é a que mais investe em conteúdo online (80%), apresentando um número médio de 819 acessos mensais. O comércio atacadista vem na sequência, com 70% das empresas com participação no mundo virtual e média de 1.611 acessos mensais. Entre as prestadoras de serviço, a porcentagem chega a 67%, com 1.717 acessos ao mês. O comércio varejista tem 60% de participação, com média mensal de 1.506 acessos. Por fim, 58% das instituições financeiras que atuam em São Paulo têm canal próprio na internet, com uma média de 1.788 acessos mensais.




O email marketing é um daqueles exemplos de como o mau uso de uma ferramenta pode acabar por destruir um eficiente canal de comunicação entre empresas e consumidores. Prejudicado pelo desenfreado envio de spams e pelo mau uso, o email marketing é extremamente valioso dentro de uma estratégia séria de comércio eletrônico. Pelo menos foi o que se ouviu durante o E-Commerce Summit 09, evento que aconteceu em São Paulo.


