Estudo de Confiança Edelman 2010: um retrato do que o mundo pensa
10 de fevereiro de 2010 | Publicado em Mercado
Acaba de ser divulgado o Estudo de Confiança Edelman 2010. A pesquisa, feita com líderes de opinião de todo o mundo, foi conduzida entre setembro e dezembro de 2009. O Brasil passou pelo momento mais intenso da crise econômica mundial com alguma dificuldade, mas poucas consequências graves para sua economia. Como reflexo desse período, a confiança dos brasileiros nas empresas diminuiu, mas ainda se mantém em primeiro lugar (2010: 62%; 2009: 67%), seguida novamente por ONGs (57%), mídia (54%) e governo (39%), de acordo com o décimo primeiro Estudo de Confiança da Edelman (Edelman Annual Trust Barometer).
Esta pesquisa é muito interessante porque nos ajuda a planejar melhor o marketing e suas ações, indicando os pontos cruciais de trabalho.
O estudo indica ainda que, no total global, a credibilidade das ONGs (57%) está à frente, seguida por empresas (55%), governo (49%) e mídia (46%). O terceiro setor também apresenta alto índice de confiança na América do Norte (62%) e na União Europeia (59%). Já nos países do BRIC (59%) e na América Latina (69%) as corporações estão em primeiro lugar.
A credibilidade depositada pelos brasileiros em seu governo diminuiu em relação ao ano passado (2010: 39%; 2009: 43%), enquanto a de países desenvolvidos como EUA (2010: 46%; 2009: 30%) e França (2010: 43%; 2009: 34%), aumentou.
Alguns pontos-chave da pesquisa:
- Quando um CEO toma decisões de negócios para sua empresa ele deve considerar todos os stakeholders igualmente. Essa é a opinião dos brasileiros (54%), assim como a de outros grupos de entrevistados, como Latino Americanos (63%), Norte Americanos (51%) e Europeus (50%).
- Os brasileiros (52%) não acreditam que empresas, governos e ONGs estão trabalhando juntos para solucionar questões sociais importantes. Na América Latina (58%) esse valor é maior, enquanto o total global (52%) acredita que sim.
- Os entrevistados no País (55%) e na América Latina (58%) também não acreditam que as corporações estão ouvindo e engajando seus funcionários e clientes para encontrar novos caminhos para beneficiar a sociedade e fazer negócios ao mesmo tempo.
- Companhias que estabelecem parcerias com ONGs para resolver questões globais, como mudanças climáticas, fome e doenças, têm maior credibilidade para os brasileiros (71%), em detrimento daquelas que não estabelecem. No total global (68%) esse número também é alto.
- A confiança nas empresas de origem brasileira é maior no México (71%), seguida pelo Brasil (67%) e China (60%). Companhias com sede na Suécia, Canadá e Alemanha são as mais confiáveis (75%).
- Segundo os brasileiros (81%), os governos terão muita ou alguma influência em relação aos bancos e instituições financeiras no futuro.
- Neste ano, o que mais influencia a reputação de uma empresa para os brasileiros é a qualidade dos produtos e serviços (75%), práticas de negócios honestas e transparentes (72%) e o quão bem ela trata seus funcionários (67%). Para a América Latina (81%) e os países do BRIC (77%), a qualidade dos produtos e serviços foi destacada como prioridade.
- Nas verticais de indústria, o Brasil continua apostando no setor de tecnologia (83%), seguido por biotecnologia (74%) e entretenimento (71%). O setor bancário, que em 2009 teve um aumento no índice de credibilidade para os brasileiros, este ano apresentou queda (2010: 52%; 2009: 58%).
- Para os brasileiros, relatórios de analistas da indústria ou de ações (62%), artigos em revistas de negócios (55%) e artigos em jornais (52%) são as mais confiáveis fontes de informação.

Os serviços de comércio eletrônico atingiram em 2008 apenas 7% dos brasileiros que vivem em regiões rurais, contra 17% dos que vivem em regiões metropolitanas, segundo complemento da pesquisa TIC Domicílios 2008, realizada pelo