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E-commerce brasileiro cresce 30% em 2009

E-commerce está em transformação. Foto: Irakli, em CC

As compras feitas pela internet no ano passado totalizaram R$ 10,6 bilhões, com alta de 30% no confronto com 2008, segundo o e-bit. Os números divulgados ontem, dia 16 de março, não consideram as vendas de veículos, passagens aéreas e leilões virtuais.

Cerca de 17,6 milhões de consumidores brasileiros já haviam feito pelo menos uma compra pela internet ao final de 2009, segundo o levantamento, com crescimento de 33%. O número representa 26% dos internautas no Brasil – ou seja, há muito espaço para crescer. Deste total, 4,4 milhões tiveram a experiência de uma compra virtual pela primeira vez no ano passado, dos quais 60% têm renda familiar até R$ 3.000.

Entre os motivos do aumento no faturamento está a entrada das Casas Bahia, em fevereiro de 2009, no mundo virtual. Com a chegada do varejista francês Carrefour ao comércio eletrônico neste mês, todas as grandes redes presentes do país agora oferecem aos clientes a possibilidade de compras na internet.

Livros, revistas e jornais lideraram as vendas do e-commerce brasileiro, com 20% dos pedidos. Em seguida vem saúde, beleza e medicamentos (13%). A redução de IPI para a linha branca, garantiu aos eletrodomésticos a terceira posição no ranking (11%), praticamente dobrando suaa participação e ultrapassando os itens de informática (9%) e eletrônicos (6%).

Entrega

No ano passado, 79% das entregas foram feitas dentro do prazo. O índice de atrasos foi maior no Nordeste, com 73%, por conta da logística estabelecida no Brasil – que tem suas grandes bases no Sudeste. Para 2010, a previsão é que o e-commerce brasileiro movimente R$ 13,6 bilhões, repetindo o ritmo de expansão de 30%.

“O consumidor está aprendendo a usar a internet a seu favor”, avalia Sérgio Herz, diretor da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. Como exemplos, ele cita a pesquisa de preço no mundo virtual para melhorar a compra em uma loja física –o que inclui consulta em smartphones em meio à negociação — e reclamações em redes sociais, como o Twitter. “É um desafio para as empresas jamais visto”, ressalta, lembrando que, dependendo do número de seguidores de quem faz a queixa, o varejista pode ter que se preocupar com o alcance da propaganda negativa.

Informações da Folha Online

As mulheres e o e-commerce

foto: betta design em CC

Na última semana, por conta do Dia Internacional da Mulher, pipocaram dados sobre os hábitos de consumo delas – tanto online como off-line. Haja controvérsia! Enquanto o IBOPE diz que apenas 6% das brasileiras têm o hábito de comprar online, o WebShoppers, produzido pelo e-bit dá conta que as mulheres são responsáveis por 51% das compras do comércio eletrônico nacional. Para completar o cenário, o instituto DataPopular divulgou que as mulheres da classe C já representam a maioria dos consumidores nos principais canais de compra no varejo. Segundo o diretor Renato Meirelles, nas lojas de roupas, supermercados e farmácias, elas são 51% do público consumidor.

Tendências no comércio eletrônico

A mudança no perfil dos e-consumidores vai de encontro a uma tendência que deve ser observada com atenção: o mercado passa a ser caracterizado por um volume maior de compras de produtos com preços cada vez menores, se aproximando do perfil de consumo geral da população brasileira. Trata-se de um reflexo da popularização da atividade, que oferece variedade crescente de produtos e aumenta o alcance da atividade.

O que a última pesquisa do e-bit mostra é um crescimento substancial na venda de produtos das categorias beleza, saúde, moda e acessórios, que precisam ser tratadas com cuidado especial e representam uma oportunidade de negócio. É preciso saber como familiarizar o ambiente da web à sensibilidade das mulheres, não só por uma questão de negócio, mas de reconhecimento. Portanto, basear-se nos parâmetros femininos para aperfeiçoar o seu negócio é uma boa ideia. Mais críticas, exigentes e atentas aos diferenciais, as mulheres são seletivas e costumam ter um cuidado maior na hora de comprar, seja na internet ou numa loja física. Preparado para atender aos critérios delas, seu e-commerce estará pronto para tudo!

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Clubes de compra online têm milhões de sócios

Os clubes de compras, que oferecem produtos com descontos de até 80%, ganharam espaço no varejo virtual do País. A Brandsclub, uma das maiores desse mercado, espera atingir 1 milhão de associados no próximo mês. A concorrente Privalia, de origem espanhola, ampliou investimentos no Brasil, com planos de transformá-lo na sua maior operação mundial em dois anos. Os empresários baseiam sua confiança na expectativa de crescimento do número de consumidores no País.

A Privalia, que chegou ao Brasil em janeiro de 2009, recebeu em julho um aporte de oito milhões de três grupos de investidores. Segundo a companhia, parte “considerável” desse valor será aplicado na operação brasileira. A empresa também tem negócios na Itália. O clube, hoje com 600 mil sócios, vende roupas, calçados, acessórios, eletroeletrônicos e produtos de decoração, cama, mesa e banho. Oferece de 50% a 70% de desconto nas vendas, que têm data e hora para acabar. Outro motivo que justifica os investimentos no Brasil é a estrutura do varejo. Diferente dos Estados Unidos e Europa, os lojistas tradicionais têm poucos canais de desova de estoques. O outlet virtual seria uma opção para o problema.

O fundador da Brandsclub, Paulo Humberg, também aposta nesse “vácuo” para crescer. O clube de compras, que ganhou 700 mil membros em 2009, quer atingir um milhão de clientes no início de 2010. A expectativa é alcançar um faturamento de R$ 200 milhões em 2011. “É um mercado que cresce mais do que o próprio e-commerce no Brasil”, diz Pierre-Emannuel Joffre. O francês radicado no Brasil fundou o Coquelux em julho de 2008. Foi em 2009, porém, que ele sentiu a adesão dos internautas brasileiros – ou melhor, das brasileiras, que são maioria dos clientes. “A base cresceu significativamente, bem como os resultados de vendas”, diz.