Em Minas, há otimismo para o Natal

Segundo pesquisa da Fecomércio Minas, nove de cada dez lojistas de Belo Horizonte esperam volume de compras melhor que o ano passado. Será o melhor ano desde 2008, se as expectativas se confirmarem.
Na lista de opção para presentes, as roupas ainda ocupam o primeiro lugar, sendo a escolha de 16,2% dos entrevistados. E mesmo com a recente valorização do dólar, os eletrônicos de novas tecnologias aparecem nas três posições seguintes: computadores e notebooks (11,6%); celulares e smartphones (11,3%) e tablets (10,8%). Se somados, representam mais de um terço dos presentes de Natal, segundo o estudo, que, na primeira semana de outubro, entrevistou 300 lojistas dos principais pontos de comércio varejista em Belo Horizonte.
Enquanto em 2010 os produtos acima de R$ 300 estavam na lista de compras de 25,1%, neste ano a tendência é que apenas 22,7% dos compradores optem por presentes nas categorias mais caras. Mas a maior parcela dos lojistas (21,6%) ainda espera vendas de R$ 70 a R$ 100.
Dívidas
O maior endividamento dos consumidores pode ser um entrave para o crescimento das vendas. O fator é apontado por um terço dos lojistas entrevistados como principal ponto negativo para o Natal não superar 2010. Ainda assim, mais da metade dos consumidores devem optar por parcelar as contas no cartão de crédito, desprezando descontos de até 20% para quem compra à vista.
A expectativa é que, com a entrada em circulação de R$ 10,5 bilhões provenientes do 13º salário, as pessoas tenham mais condições de gastar no fim do ano. “A combinação: crédito, emprego e confiança no futuro são ingredientes que compõem a agenda natalina”, afirma a gerente do Departamento de Economia da FecomércioMinas, Silvania de Araújo.
Via: Estado de Minas, foto: UK in Italy, CC-BY-ND







